17 Outubro 2005 - Traduzir Cavafy

Estive me aventurando em traduzir Cavafy. Às vezes a partir das versões em inglês, às vezes em espanhol, aqui ou ali outras versões, acolá uma ajuda de tradutores virtuais e dicionários. Encontrei Cavafy por acaso, em um de meus sites preferidos, e fiquei fascinado por seu "Ítaca". Estou tentando traduzi-la (principalmente uma traição da versão inglesa), já consultei várias outras traduções ao espanhol e ao português, mas sei que nada será parecido com a língua-mater. Espero, ao menos, estar fazendo boas traduções, que são elas mesmas, traições.

A respeito dessas tentativas, encontrei um texto curioso (a respeito das traduções ao inglês), do qual destaco uma passagem:

Rereading Cavafy got really interesting at the stage of comparing the different versions, when I decided that Cavafy is un translatable, that we still don't have a really fine English translation of Cavafy, and I wanted to read the original Greek. The efforts of Rae Dalven, John Mavrogordato, Edmund Keeley and Philip Sherrard all have their fine moments, but it's impossible to reproduce in English Cavafy's strict syllabics and rhyme schemes. What, then, do we have left of Cavafy in translation? We have his unique elegiac voice, his unmistakable tone of voice that feels like the voice of the past, like the voice of Alexandria personified.

Ou, em outras palavras, é difícil ler Cavafy se não for diretamente do grego...

Publicado por nomadez às 11:43 PM - 5 comentários



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Numa página chamada “marketing hacker“, um prodigioso paradoxo: “o nômade se move de maneira turbilhonar pelo espaço. E faz das suas roupas e pertences, o seu “território”. O nômade nunca muda, ele sempre está em casa.“




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